Falamos apenas com os olhos,
Que falam,
Dizem e amam.
Às vezes até reclamam
O que não queremos dizer.
Na tristeza do momento
De poder sorrir.
Na angústia,
Ou mágoa
Que a névoa, na alegria,
Tenta esconder - disfarçada.
Na plenitude da vida.
Ao coração, que reclama,
Eles são o espelho
E ofuscam como chama.
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Ao Lafaiete, por ter me ajudado a ter os filhos do amor.
Renunciar
Não é perder,
Pois ao amar
Guarda-se o momento.
Aquele que o próprio tempo
Levou de nós.
As marcas ficaram
No sangue,
Na alma,
Também na própria calma,
Que nos faz pensar.
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Me liberte.
Me liberte pra ser criança – nascer de novo.
E no balançar do tempo as emoções falcejar,
Vendo em tudo a esperança.
O amanhã haverá.
Me liberte na melodia,
Quero sentir a magia,
Em harmonia, cantando.
Me liberte.
Quero voar – sentir as nuvens.
Nadar no fundo dos mares,
Atravessar as montanhas,
Galgar Alpes e andar no gêlo.
Me liberte
Ao perfume das flôres,
Da beleza que dizem e nada pedem.
À Candura dos anjos,
Na vida simples, normal.
Me liberte
Pra eu falar comigo
E também com meus amigos,
É ter como pedir a Deus.
Liberte meus pensamentos
E os próprios argumentos,
Para eu nada querer somar.
Preciso abrir os braços pras cores,
Elevar as mãos aos céus.
Ser amor em pedra fria
Para poder ser eu.
Me liberte.
Me liberte pra ser árvore,
Balançando as folhas, pedindo chuva.
Ser ar, alimentando o vento,
Levando o mal pra o além.
Me liberte, preciso ser sol
Pra na fresta da janela,
Ver a luz tênue entrar.
Me liberte
Liberte o meu grito,
Naquele, eu, tão bonito,
Pois quero, de novo, amar.
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Poder confiar,
Ter alguém,
Ser alguém.
Apoio,
Coragem,
Vontade.
Chore sorrindo
No palco da vida
A interpretar.
Comentando
Cada ator:
Palhaço,
Sério,
Carrancudo,
Alegre.
Cheio de vazio,
Equilibrando
O viver.
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Estou só ... e talvez como nunca
Encontro o meu eu.
E na reflexão, começo a compreender
A razão do meus gestos,
A causa de tudo certo,
No errado que temos na vida.
A compreensão é certa.
Paro um pouco ... penso mais.
Há certos momentos fracos,
Momentos tão valiosos
E que julgamos banais ...
Valiosos, porque nos tornam
Talvez muito mais capazes.
É a própria consciência
Que nos chama à realidade
A nós, dentro de nós.
Que nos anima e reage.
Posso dizer que sou forte;
Sozinha, mas com algo forte
À vencer a mesquinhez
Que dentro de nós vem nos ferir.
E na minha solidão
Sinto conforto, e penso:
“Mais uma vez, venci.”
Com essa Mão Poderosa
Que nos envolve e eleva.
Sou alguém, sou algo mais,
Sou gente.
Sou capaz, de vencer a mim mesma;
E mais, muito mais,
De querer bem a ser feliz.
Por um momento: agora.
E esse momento na vida
É a dádiva mais querida,
Que tudo pode envolver.
Ser feliz por um minuto
É realizar com tributo
Toda tristeza que traz;
A angústia no momento
É vencer todo tormento
E poder viver em paz!
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Enxurrada
Leva a saudade
Vai pra longe
Diga ...
Que na chuva
Como ontem
Há espera do amanhã
Há recordação
Das alegrias (em pranto)
E como ela
Chora a felicidade
Da vida
Que necessita da água
Lágrimas
Tempero do viver ...
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Não quero chorar
Pra não sofrer.
Nem lamentar.
Quero só alegria,
Ao recordar o tempo,
Que consome a vida
Que nos induz ao viver.
A belo,
O espaço,
A solidão.
Tenho a vazio
Que o amor preenche,
Na lembrança de sempre
Estares comigo!
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Na própria vida,
Ví o tempo passar.
Na juventude dos moços
De hoje,
Na beleza da vida,
Que as rugas
Começam a esconder.
É o tempo,
Que não dá tempo.
É a vida,
Passando
Nos meninos,
Crianças, ontem,
Conscientes, amanhã.
Que nos fazem ver,
Que a vida passou,
Ou, que por ela passamos;
E que mal percebemos.
E ela vai e leva ...
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Me ensinaste
Na solidão,
Tendo na fraqueza
O querer.
Fala
E cala mudo
Com o coração,
Que diz tudo.
Nos olhos,
Que não vejo e sinto.
À voz que não
Ouço e vejo;
No ter.
Deste sempre
Sendo gente.
Entendimento,
Resistência,
Pra ser eu.
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Os olhos choram,
O coração cala.
A voz escreve,
A saudade dói.
O amor dá força.
A fé, coragem.
Esperança, vigor.
Vida, realidade.
Sonho, momento,
E na balança do tempo,
É natural
A emoção.
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Quero falar.
Quero gritar.
Quero poder expressar,
Calada com o coração,
Que dirá com palavras.
Nos olhos, a emoção
Gritando com todos os braços,
Nos gestos mudos e ternos.
Fazer todo o mundo ouvir
Do maravilhoso,
O belo.
É ter tudo e não ter nada.
É gritar surdo,
É ouvir mudo,
É falar tudo,
É nada poder dizer.
É ver a mente florida,
Sentir perfume sem ter,
Ouvir a voz da natureza,
Sem mesmo entender.
Voltar as mãos para o céu,
Sem como agradecer.
No tudo pra ser feliz,
E por não saber viver.
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