No subconsciente, o sorriso.
Na saudade,
Lembrança.
Corpo,
Sêde insâne
De carinho;
Água límpida de ternura.
Fonte de vida
Ardente.
Ser e não ser diferente.
Ventura de ter.
A tela do afeto reflete
A voz, que ouvia sincera.
No cotidiano, as marcas
Pedindo de novo o velho afeto,
Que o tempo levou;
Tudo tudo arrastou.
Porém, o muito que tem
E vive sem viver,
Na realidade da mentira,
Da verdade que prometeu.
O tudo ainda resta,
A ênfase faz sentido,
Pois, sei que você me amou.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
O sino toca,
Poucos rezam.
Inconscientes,
Conscientes
Que a fé existe;
Sem tê-la.
Na praça,
Ao ouvido, a emoção
E o badalar continua.
A fé vacila,
A consciência foge.
E sem prece
A corrida continua.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Tenho ... sou ... e não posso.
Quero ser ... e detenho.
Preciso, peço, suporto.
Como ser ... sem ter ...
Se preciso ter para ser?
Sendo, sou forte, reabilito.
Mas ouço meu próprio grito:
Como não ser ... e ter ...
Na realização de ser ...,
Na tristeza de ter ... ?
O coração me anima.
Na consciência, no ter.
E a ilusão reage.
Por ter ... e não ser ...
Na realidade da vida,
Na prova, na escravidão
Que tenho que ser para ter.
No tudo que tenho, e não tenho,
Sendo ... tendo ... sem mesmo ser ...
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Meu coração estava pesado,
Parecia até não pulsar.
E aquela tensão nervosa
Me molestava inquietante.
Em seu olhar, encontrei
O brilho contagiante
Que convidava pra amar.
Li em seus olhos ternura,
Carinho e muito calor.
Beija-me com afeto.
Calado, dizia tudo
Com a voz do coração.
Gritava mudo, sorrindo
Com mãos cheias de emoção.
Fiquei fria,
Leve, ardente.
A sensação diferente
Tomou conta do meu ser.
Eu já não era eu,
E sim, era você.
Senti paz, tranquilidade,
Nos gestos que nos envolviam.
Esqueci da minha vida,
Somente você eu via.
E naquele instante
De saudade,
Que só a eternidade
Poderá compreender.
Realizada, com minha metade,
Compreendi a realidade
Quando somos um só ser.
Pude ter felicidade,
Por sentir sinceridade,
Eu, nós dois,
E só você.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Falamos apenas com os olhos,
Que falam,
Dizem e amam.
Às vezes até reclamam
O que não queremos dizer.
Na tristeza do momento
De poder sorrir.
Na angústia,
Ou mágoa
Que a névoa, na alegria,
Tenta esconder - disfarçada.
Na plenitude da vida.
Ao coração, que reclama,
Eles são o espelho
E ofuscam como chama.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Aos meus filhos Adriana, Glaucon, Andréa. – Eles são os filhos do amor inocente.
Ao não ser criança,
Sendo mãe criança;
Não sente a criança,
Necessitando ser criança.
Não sendo criança,
Não sabia brincar.
Só ao ser mãe
Soube amar,
Mesmo sem ser.
Brincando,
Não sabia cirandar.
Criança, mãe criança.
Sempre na vida, brincando
De gente grande, criança.
Só sendo assim, entendemos
Que só há sinceridade,
Sem ser criança, sendo.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Olhando o horizonte,
Vejo o mar, a imensidão.
Olho o céu, vejo as estrelas.
Como é grande o universo!
Pequeninos somos nós.
Grandes em imaginação.
Inventa-se tudo, tudo ...
Ampliando o bem estar.
Visita-se outras galáxias,
Na lua bandeira está.
Dinheiro, que nada vale,
Por ele se mata e faz guerra.
É a própria lei do progresso
Que pede, exige, prospera.
Fugindo da própria vida,
O homem procura ...
Quer fazer tudo e nada faz
Voa, submerge, corre
Em busca do que será?
Pois a casa mais bela
Não se sabe onde está.
E não precisa construí-la
Gastando fortuna, em horror.
Com dinheiro-se faz tudo.
Mas o que fizeres,
Ponha a migalha
Da riqueza que tens.
O amor – força total
Poderosa ...
Fará de ti, alguém!
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Ingênua,
Pura e singela.
Mente de criança,
Corpo transformando.
Aos poucos modificando,
Amadurecendo para a vida.
Como és bela!
Teus modos, ainda latentes,
Não sabem o que despertam na mente.
Sem maldade, como a natureza
Que tudo faz com simplicidade.
És no viver de nossos dias,
Com perfeição,
Da poesia, a flor mais linda
Nessa idade.
Menina-moça, criança estás ainda
No despertar da primavera da vida.
É tão bonito vê-la na roda do tempo,
Embalada pelo próprio vento,
Que a transforma para ser mulher.
Tens muito que aprender vivendo,
As etapas pouco a pouco vencendo,
Nas emoções do dia-a-dia
Que tiveres.
Em teu olhar, ainda há serenidade
Que o mundo ainda não contaminou.
És a candura embalada pelo tempo,
Musa em que a vida inspirou.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Ao Lafaiete, por ter me ajudado a ter os filhos do amor.
Renunciar
Não é perder,
Pois ao amar
Guarda-se o momento.
Aquele que o próprio tempo
Levou de nós.
As marcas ficaram
No sangue,
Na alma,
Também na própria calma,
Que nos faz pensar.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Porreta!
Esse teu cheiro
Porreta
Me deixa
Com treta.
Nem quero
Pensar ...
Esse cheiro
De macho
Me envolve,
E me pega,
E só no amor
Vens me
Embrehar.
O cheiro de amor é vida
Pedindo, outra vida!
Londres – 11/9/90
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Queria ser criança,
Hoje.
Ganhei um sorvete,
Pulei na grama.
Vi crianças pulando,
Sentindo menina,
Chorei sorrindo,
Sem mamãe zangar.
Chorei sentada,
Querendo chorar.
Queria ser criança,
Hoje.
Pintar, brincar, correr.
Subir em árvore,
Sentindo o que os grandes
Não sentem.
Prá ser sincera,
Ser gente,
E até cantar parabéns.
Sim - parabéns!
Batendo palma
A sorrir de emoção.
Queria ser criança
Num dia estirado.
Sim - queria nesse dia
Ser criança,
Pra sentir bem perto de você, Thiago!
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Venha ver...
Eu,
Ardente de desejo,
Louca pelo beijo,
Aquêle de você.
Venha ver...
Eu,
Sedenta dessa água
Que acalma,
Alivia e satisfaz.
Venha ver ...
Eu
Gritando seu nome
Tão alto,
Baixinho,
Que me sufoca
Escutar.
Venha ver
A fera braba
Que seu carinho
Amansa.
Domesticas o animal.
Venha ...
Seja carinho, luz, calor.
Mas venha forte,
De mansinho.
E sua àurea
Seja o amor.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Sujo, matrapilho
Faminto.
Roupa rasgada,
Embaçada
Como estômago.
No lixo,
O biscoito
E ele afoito.
Como não pegar?
Olhos vidrados,
A fome a roncar.
O povo passa.
No olhar infantilizado,
Ele quer disfarçar.
Brincando, encosta no balde.
Emoção ...
É esperdício.
Não - não pode deixar.
Com olhar vidrado,
E mão hábil
De ladrão,
Pega o biscoito.
Come.
Como bate o coração!
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Emoção,
Ênfase,
Nos fazem capazes.
No encantamento
De por - de - sol,
No desabrochar das flores
Que tanto bem nos fazem
Poesia
É tão sublime,
Não se pode explicar.
Do poeta: sentido,
Meio de desabafar
Como a natureza
Da flor a embelezar.
Pura abstrata na formação.
Não se pode ensinar
À quem não sabe entender
À quem não sabe amar.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Me liberte.
Me liberte pra ser criança – nascer de novo.
E no balançar do tempo as emoções falcejar,
Vendo em tudo a esperança.
O amanhã haverá.
Me liberte na melodia,
Quero sentir a magia,
Em harmonia, cantando.
Me liberte.
Quero voar – sentir as nuvens.
Nadar no fundo dos mares,
Atravessar as montanhas,
Galgar Alpes e andar no gêlo.
Me liberte
Ao perfume das flôres,
Da beleza que dizem e nada pedem.
À Candura dos anjos,
Na vida simples, normal.
Me liberte
Pra eu falar comigo
E também com meus amigos,
É ter como pedir a Deus.
Liberte meus pensamentos
E os próprios argumentos,
Para eu nada querer somar.
Preciso abrir os braços pras cores,
Elevar as mãos aos céus.
Ser amor em pedra fria
Para poder ser eu.
Me liberte.
Me liberte pra ser árvore,
Balançando as folhas, pedindo chuva.
Ser ar, alimentando o vento,
Levando o mal pra o além.
Me liberte, preciso ser sol
Pra na fresta da janela,
Ver a luz tênue entrar.
Me liberte
Liberte o meu grito,
Naquele, eu, tão bonito,
Pois quero, de novo, amar.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
Poder confiar,
Ter alguém,
Ser alguém.
Apoio,
Coragem,
Vontade.
Chore sorrindo
No palco da vida
A interpretar.
Comentando
Cada ator:
Palhaço,
Sério,
Carrancudo,
Alegre.
Cheio de vazio,
Equilibrando
O viver.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.
À vovó Maria Gabriela Leocádio, a quem devo o alicerce dos meus estudos com a ajuda de Dr. Jorge Furtado.
Natureza.
Cores se harmonizam
Até no homem,
Pra confraternizar.
Nós
Negros,
Pesquise.
Sentirás verdade,
Confiança.
Somos
Na ação,
Raciocínio.
Coração.
Isso consta
No se dar.
Ame a si.
Há importância
No livro pra somar.
Conquiste a liberdade,
A consciência é estudar.
Ao copiar e partilhar este poema, mantenha sempre os créditos da autora, do livro e do website.